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O que você precisa saber sobre adoçante

Por Healthways Notícias 21 de outubro de 2017

Por muito tempo, o adoçante foi a salvação de quem buscava emagrecer e manter a saúde. Uma substância que adoça bebidas e alimentos tanto quanto o açúcar, mas tem o teor calórico muito mais baixo? Perfeito! Porém, hoje muitos estudos propõem que o adoçante pode, na verdade, causar mais mal do que oferecer os benefícios tão desejados.

Por exemplo, de acordo com pesquisadores da Universidade de Sydney, o cérebro contém uma rede neuronal complexa na qual o equilíbrio entre a doçura e a ingestão calórica é avaliado. Se essa balança estiver desproporcional (muito sabor doce artificial e poucas calorias), seu cérebro instrui o corpo a trazer mais combustível a bordo, o que leva a excessos e ganho de peso. Os pesquisadores ainda afirmam que os edulcorantes artificiais também contribuem para hiperatividade, insônia e perda da qualidade do sono.

Para tirar as principais dúvidas sobre o adoçante, convidamos a nutricionista e coach de saúde da Healthways, Bruna Pastoreli, para listar seis fatos sobre essa substância:

1.     Adoçante auxilia na perda de peso desde que seja combinado com uma alimentação balanceada, uma vez que possui baixo ou nenhum valor calórico. Porém, é necessário considerar uma reeducação alimentar para atingir seus objetivos e adotar algumas ações, como restringir gordura da dieta, consumir (no mínimo) três porções de frutas, verduras e legumes por dia, fracionando as refeições, entre outros.

 

2.     Adoçantes não são causadores de doenças. Se for seguida a recomendação de ingestão diária, não há estudos suficientes que comprovem os malefícios. O uso deve ser mais restrito no caso de gestantes, lactantes e crianças, para não prejudicar o desenvolvimento do feto, bebê e ou criança até a formação total de seu sistema imunológico. As substâncias apresentadas na composição dos adoçantes são liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos.

 

2.     Os adoçantes têm limites de consumo diário recomendado para não trazer risco à saúde. A liberação de seu uso é feita por um comitê de peritos que analisa os estudos e estabelece a ingestão diária aceitável (IDA) de cada edulcorante, expressa em miligrama por quilo de peso corpóreo (mg/kg p.c.). No Brasil, a legislação sobre os aditivos alimentares segue os critérios adotados por esse comitê – JECFA.

 

4.     Quem tem intolerância à lactose deve evitar a versão em pó, pois a substância está contida em sua composição.

 

5.     Adoçantes em produtos industrializados não significa necessariamente que o alimento é mais saudável ou que garante a redução de calorias, pois alguns produtos aumentam a quantidade de gordura na formulação, como os chocolates dietéticos. Por esse motivo, é importante sempre ler os rótulos dos produtos.

 

5.     Existem diversos tipos de adoçantes para cada perfil. Conheça o seu:

• Acessulfame K: Pode adoçar 200 vezes mais que a sacarose (açúcar). Não possui sabor residual e pode ser submetido a altas temperaturas. Indivíduos com problemas renais devem evitar esse edulcorante, uma vez que na sua composição possui potássio. Ingestão diária aceitável de 15 mg/kg.

• Aspartame: Pode adoçar 200 vezes mais que o açúcar e tem o sabor mais parecido com a sacarose. Não pode ser submetido a altas temperaturas. Utilizado principalmente em refrigerantes e iogurtes. Adoçante mais associado a efeitos colaterais, como alergias, e é contraindicado para pessoas com fenilcetonúria. Ingestão diária aceitável de 40 mg/kg.

• Ciclamato: Pode adoçar 40 vezes mais que o açúcar. Possui sabor residual e pode ser submetido a altas temperaturas. Na sua composição contém sódio, por esse motivo deve ser evitado para indivíduos hipertensos. Ingestão diária aceitável de 11 mg/kg.

• Sacarina: Pode adoçar 300 vezes mais que o açúcar. Possui sabor residual doce metálico e pode ser submetido a altas temperaturas. Esse adoçante não é metabolizado pelo organismo, ou seja, é eliminada sem nenhuma alteração. Ingestão diária aceitável de 5 mg/kg.

• Estevisídeo (estévia): Pode adoçar 300 vezes mais que o açúcar. Possui sabor residual e pode ser submetido a altas temperaturas. Produto natural, extraído da planta Stevia Rebaudiana. Ingestão diária aceitável de 5,5 mg/kg.

 

• Sucralose: Pode adoçar 600 vezes mais que o açúcar. Parecido com açúcar, não possui sabor residual e pode ser submetido a altas temperaturas. Feito a partir de molécula do açúcar de cana modificado em laboratório. Ingestão diária aceitável de 15 mg/kg.